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Esta página cruza as análises do site e reúne os resultados que aparecem em mais de uma delas. Todos os números vêm das tabelas de pof_resultado(). Para explorar os resultados por conta própria, use o painel interativo.

O que se repete entre as análises

1. O peso relativo dos mais pobres saiu da comida e foi para a moradia

A razão entre a participação no 1º e no 5º quintil cai de 2,89 para 1,42 na alimentação e sobe de 1,02 para 1,53 na habitação sem aluguel. Aparece em Quintis e curvas de Engel e em Habitação e transporte.

Gráfico: Razão entre a participação no 1º e no 5º quintil, RMs

2. A curva de Engel achatou, e as refeições prontas ajudam a explicar

A alimentação pesa 21,8% do consumo do 1º quintil e 22,1% do 4º em 2017-2018, contra 46,6% e 28,8% em 1987-1988. No mesmo período, a folha “Refeição” passa de 9,1% para 31,7% do gasto alimentar. Ver Composição da alimentação.

3. Serviços privados crescem no orçamento e seguem concentrados no topo

Saúde e educação chegam a 10,2% e 7,2% do consumo sem aluguel em 2017-2018, mas o plano de saúde está em 3,4% das UCs do 1º quintil e 56,0% das do 5º. A exceção é o curso superior pago, que se espalha pelos quintis do meio: no 3º quintil, de 1,2% para 5,9% das UCs. Ver Saúde e educação.

4. Menos desigualdade, com a mesma hierarquia

O Gini do consumo no Brasil cai de 0,533 para 0,507 entre 2008-2009 e 2017-2018, mas o consumo per capita relativo por cor quase não muda: 131,7 e 63,6 em 2002-2003; 135,7 e 69,7 em 2017-2018 (média = 100). Ver Desigualdade do consumo e Perfil da unidade de consumo.

Confiabilidade

Com a harmonização v2 e as correções de pof_correcoes(), 10 dos 10 grupos de despesa ficam a menos de 1,5 ponto percentual dos números oficiais do IBGE em 2017-2018. Os detalhes estão em Harmonização de produtos; a comparação completa, item a item e por recorte, está em Validação com os números oficiais do IBGE, onde o número de famílias estimado coincide com o oficial nas duas edições. Três limites valem para todas as análises:

  • Recorte. Comparações com 1987 e 1995 só nas regiões metropolitanas.
  • Aluguel. O aluguel imputado só existe de 2002 em diante; as comparações entre as cinco edições o excluem.
  • 1987-1988. Habitação sem aluguel e educação parecem subestimadas nessa edição; trate-a como referência aproximada.

As análises

Análise Pergunta
Estrutura do orçamento Como o consumo se distribui entre os grandes grupos?
Quintis e curvas de Engel Como o peso de cada grupo varia com o nível de consumo?
Composição da alimentação O que mudou na cesta alimentar?
Habitação e transporte Como evoluíram aluguel, energia, telefonia, ônibus e veículo?
Saúde e educação Quem gasta do próprio bolso com saúde e educação?
Desigualdade do consumo A desigualdade do consumo diminuiu?
Perfil da unidade de consumo Como o consumo varia com sexo, idade, cor e tamanho da UC?
Progressividade dos gastos Quais gastos pesam mais para quem consome menos?
O que mudou de 2008 para 2017 Quais mudanças no orçamento são estatisticamente significativas?
Comportamento ou composição? Quanto das mudanças vem do envelhecimento e da redução das famílias?
Jogos e apostas Quem gasta com apostas, e qual a linha de base antes das apostas online?
Aviso: a harmonização v2 de produtos tem erros de classificação conhecidos (condomínio, compra de imóveis, celular e outros). Até que sejam corrigidos na origem, o pacote e todas as análises deste site usam correções provisórias. Veja a lista e o efeito de cada correção.