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Pergunta. Entre as duas pesquisas mais recentes, quais mudanças no orçamento são estatisticamente significativas?

Método. pof_analisar() em cada edição (Brasil, consumo completo, IC do desenho amostral) e pof_variacao() para a diferença entre 2008-2009 e 2017-2018, com IC de 95% e p-valor. Dos 33 itens e grupos testados, 31 têm variação de participação significativa a 5%.

Participação no orçamento

As maiores altas são de aluguel (+2,90 p.p.), educação (+1,79 p.p.), higiene e cuidados pessoais (+1,12 p.p.). A habitação como um todo varia 0,44 p.p. (não significativa). A alimentação cai 2,57 p.p., e o transporte coletivo, 1,17 p.p. O serviço de telefone celular passa de 1,89% para 1,79% do consumo, e o telefone fixo cai 0,39 p.p. Antes das correções da harmonização, o celular parecia quase triplicar, porque em 2008-2009 a v2 deixava cartões e contas de celular em Recreação (ver Erros conhecidos na harmonização).

Gráfico: Variação da participação no consumo, 2008-2009 a 2017-2018, Brasil

Quem passou a gastar

A prevalência (proporção de UCs com gasto) mostra mudanças de hábito. As UCs com gasto em transporte coletivo vão de 45,8% para 33,2%; com telefone celular (serviço), de 50,8% para 77,7%; com telefone fixo, de 30,6% para 20,6%.

Proporção de UCs com gasto no item (%), Brasil
Item 2008-2009 2017-2018 Diferença (p.p.) IC 95% p
Transporte coletivo 45,8 33,2 -12,6 -13,7 a -11,4 < 0,001
Eletrodomésticos 70,6 59,8 -10,8 -11,9 a -9,7 < 0,001
Telefone fixo 30,6 20,6 -10,0 -11,1 a -8,9 < 0,001
Diversões e esportes 19,4 12,3 -7,1 -8,0 a -6,2 < 0,001
Roupa de mulher 59,7 53,6 -6,2 -7,2 a -5,1 < 0,001
Fumo 21,0 15,7 -5,3 -6,1 a -4,5 < 0,001
Aquisição de veículos 25,4 20,7 -4,7 -5,6 a -3,8 < 0,001
Dentista 4,8 0,9 -3,9 -4,3 a -3,6 < 0,001
Cabeleireiro 81,7 78,5 -3,2 -4,1 a -2,4 < 0,001
Viagens 34,1 33,1 -1,1 -2,3 a 0,1 0,073
Aluguel 99,3 98,5 -0,9 -1,0 a -0,7 < 0,001
Jogos e apostas 12,9 12,5 -0,4 -1,1 a 0,4 0,318
Gás doméstico 89,5 89,2 -0,3 -1,1 a 0,5 0,434
Energia elétrica 91,0 92,4 1,4 0,7 a 2,1 < 0,001
Plano de saúde 24,9 26,3 1,4 0,2 a 2,6 0,018
Água e esgoto 66,3 69,3 3,0 1,5 a 4,5 < 0,001
Curso superior 5,1 8,5 3,3 2,8 a 3,9 < 0,001
Cursos regulares 6,8 10,9 4,1 3,5 a 4,7 < 0,001
Remédios 82,8 87,4 4,5 3,8 a 5,3 < 0,001
Refeição 47,3 52,8 5,5 4,3 a 6,7 < 0,001
Gasolina 28,1 36,1 8,0 7,0 a 9,0 < 0,001
Consulta médica 13,1 22,4 9,4 8,6 a 10,2 < 0,001
Telefone celular (serviço) 50,8 77,7 26,9 25,7 a 28,1 < 0,001

Dentro da saúde e da habitação

pof_composicao() abre os grupos nas folhas da harmonização. Na saúde, remédios respondem por 46,2% do gasto em 2017-2018 (47,9% em 2008-2009) e plano de saúde, por 31,6% (30,2%).

Gráfico: Composição da saúde e dos serviços de habitação, Brasil

Reproduzir

dados <- pof_carregar(c(2008, 2017), dir)
r <- pof_analisar(dados, "f20101", medida = "prevalencia", recorte = "brasil", sem_aluguel = FALSE)
pof_variacao(r, "2008-2009", "2017-2018")
pof_composicao(dados, "22")
Aviso: a harmonização v2 de produtos tem erros de classificação conhecidos (condomínio, compra de imóveis, celular e outros). Até que sejam corrigidos na origem, o pacote e todas as análises deste site usam correções provisórias. Veja a lista e o efeito de cada correção.