Pergunta. Como evoluíram os componentes de habitação e transporte, e como pesam em famílias de diferentes níveis de consumo?
Método. Folhas da harmonização v2: aluguel (17101), energia (17102), gás (17103), água e esgoto (17104), telefone fixo (17201), telefone celular (17202), transporte urbano e coletivo (20101), gasolina (20201) e aquisição de veículos (20301). Participação no consumo sem aluguel; o aluguel é medido sobre o consumo completo. Conjunto das RMs.
A quebra de série do aluguel
De 2002-2003 em diante, 98,5% a 99,6% das UCs metropolitanas têm
aluguel registrado, o que só é possível com o aluguel estimado de quem
mora em imóvel próprio; o item pesa 20,3% do consumo em 2017-2018. Em
1995-1996 só 18,3% das UCs têm aluguel (inquilinos). Em 1987-1988 o
registro existe para 99,6%, mas pesa só 3,8% do consumo. Por isso as
comparações entre as cinco edições excluem o aluguel
(pof_sem_aluguel()).
Itens da moradia e do transporte
O telefone celular (serviço) passa de 1,3% do consumo sem aluguel em 2002-2003 para 2,4% em 2017-2018, enquanto o telefone fixo cai de 3,3% para 1,6%. O transporte urbano e coletivo cai de 4,7% em 2008-2009 para 2,8%, e a proporção de UCs com esse gasto, de 65,9% para 49,8%.

Por quintil
O transporte urbano pesa 6,3% no consumo do 1º quintil e 1,4% no do 5º em 2017-2018; a compra de veículo faz o caminho inverso (0,5% contra 10,5%). Habitação sem aluguel pesa 33,3% no 1º quintil e 21,8% no 5º, distância que não existia em 1987-1988 (15,8% e 15,5%).

Reproduzir
dados <- pof_carregar(dir = dir, itens = list(onibus = "20101", veiculo = "20301"))
pof_analisar(dados, "onibus", medida = "prevalencia")
plot(pof_analisar(dados, "onibus", medida = "participacao", por = "quintil"))